domingo, 25 de agosto de 2013
quinta-feira, 22 de agosto de 2013
À luz das sombras: a (extraordinária) temporada final de Breaking Bad
Você lembra a primeira vez que viu Breaking Bad? Eu lembro _ estava procurando outra coisa na AMC e peguei os minutos finais do episódio da primeira temporada em que Jesse e “Heisenberg” encontam-se com Tuco e seus comparsas no depósito de sucata. Eu não tinha contexto algum para compreender o que se passava, não sabia sobre o que cada personagem estava falando, ou, mais importante ainda, a história atrás de cada palavra e cada silêncio. Mas fiquei imediatamente hipnotizada. O que estava acontecendo ali naquele cemitério de automóveis, entre as coisas não ditas? Que história secreta e imprevisível se contava ali, num pequeno mundo estranho completamente vazio dos bandidos e mocinhos da TV?
Hipnotizada. Essa é uma palavra que eu e muitos fãs usaríamos muito nas próximas semanas, meses e anos, enquanto seguíamos a jornada de danação do prosaico professor de ginásio transformado em senhor da droga. Como era possível uma série tão emocionalmente complexa, tão absurdamente bem escrita, com personagens completamente humanos, revertendo com tanta calma tantos clichês num universo narrativo onde super-explicar, ser óbvio e abusar dos clichês são a norma?
Se você se sente como eu, trago boas novas _ a temporada final de Breaking Bad,que começa dia 11 de agosto aqui nos Estados Unidos, não vai decepcionar em nada. Muito pelo contrário _ a julgar pelos primeiros episódios desse lote final (oficialmente chamado de s5B) Breaking Bad vai acabar exatamente como começou, com o mesmo gume subversivo e a mesma qualidade excepcional.
Tentando ao máximo não criar SPOILERS, digo que o primeiro episódio da s5B é uma obra prima. Dirigido pelo próprio Bryan Cranston (por favor, dêem mais coisas pra esse homem dirigir!!!) e escrito por Peter Gould ( mestre roteirista, autor de 34 episódios de Breaking Bad, inclusive o que me seduziu de forma tão dramática nos idos de 2008), Blood Money continua exatamente do ponto onde, no final da temporada passada, o cunhadão Hank (Dean Norris, sensacional) teve uma epifania envolvendo uma visita ao banheiro, um livro de poemas de Walt Whitman e as iniciais WW.
Antes, há um breve e sinistro prólogo no qual realizamos o quanto os cenários aparentemente banais de Breaking Bad – a pasteurização arquitetônica do contentamento classe média, a paz semimorta dos condomínios de subúrbio – contam histórias em si mesmos. E que histórias!
Há uma tensão quase insuportável latejando através de todo esse episódio. Mas ela é mantida sob rígido controle, sem os estardalhaços que, em outras séries ou filmes, seriam a opção para sublinhar a situação absurda que todos os personagens estão vivendo. Esse rigor – desenhado no roteiro, realizado plenamente na direção- tem como efeito manter nossa atenção, o tempo todo, nos personagens e na riqueza de seu mundo interior: Hank, um touro furioso, ferido nem tanto em seu zelo de homem da lei, mas em seu orgulho próprio; Jesse (Aaron Paul, cada vez melhor, se isso é possível) devastado pela culpa; Skyler (Anna Gunn, cujo trabalho ainda precisa ser mais reconhecido) em queda livre; Walter (Cranston, o que mais dizer?) numa resoluta embriaguez de poder, a completa entrega ao lado sombrio da força.
Vai ser uma tremenda viagem, esses próximos episódios até Felina, o final da série, escrito e dirigido por seu criador Vince Gilligan. Não esperem nada. Esperem tudo.
Ana Maria Bahiana-Uol
quarta-feira, 21 de agosto de 2013
Ashton Kutcher é a personalidade mais bem paga da TV - confira a lista completa
A revista TV Guide divulgou uma lista com as personalidades mais bem pagas da TV - confira:
COMÉDIA (por episódio)
Jon Cryer (Two and a Half Men) - US$ 650 mil
Kaley Cuoco (The Big Bang Theory) - US$ 350 mil
Johny Galecki (The Big Bang Theory) -US$ 350 mil
Jim Parsons (The Big Bang Theory) - US$ 350 mil
Dan Castellaneta (Os Simpsons) - US$ 300 mil
Julie Kavner (Os Simpsons) - US$ 300 mil
Yeardley Smith (Os Simpsons) - US$ 300 mil
Tim Allen (Last Man Standing) - US$ 235 mil
Patricia Heaton (The Middle) - US$ 235 mil
Alyson Hannigan (How I Met Your Mother) - US$ 225 mil
Neil Patrick Harris (How I Met Your Mother) - US$ 225 mil
Josh Radnor (How I Met Your Mother) - US$ 225 mil
Jason Segel (How I Met Your Mother) - US$ 225 mil
Cobie Smulders (How I Met Your Mother) - US$ 225 mil
Ed O'Neill (Modern Family) - US$ 200 mil
Amy Poehler (Parks and Recreation) - US$ 200 mil
Julie Bowen (Modern Family) - 175 mil
Ty Burrell (Modern Family) -175 mil
Eric Stonestreet (Modern Family) - US$ 175 mil
Sofia Vergara (Modern Family) - US$ 175 mil
Robin Williams (The Crazy Ones) - US$ 165 mil
Zooey Deschanel (New Girl) - US$ 125 mil
Anna Faris (Mom) - US$ 125 mil
Allison Janney (Mom) - US$ 125 mil dólares
DRAMA (por episódio)
Mariska Hargitay (Law & Order: SVU) - US$ 400 mil
Simon Baker (The Mentalist) - US$350 mil
Patrick Dempsey (Grey's Anatomy) - US$ 350 mil
Ellen Pompeo (Grey's Anatomy) - US$ 350 mil
Sandra Oh (Grey's Anatomy) - US$ 350 mil
Michael C. Hall (Dexter) - US$ 300 mil
Jon Hamm (Mad Men) - US$ 275 mil
Stephen Moyer (True Blood) - US$ 275 mil
Anna Paquin (True Blood) - US$ 275 mil
Alexander Skårsgard (True Blood) - US$ 275 mil
David Boreanaz (Bones) - US$ 250 mil
Emily Deschanel (Bones) - US$ 250 mil
Claire Danes (Homeland) - US$ 250 mil
Damian Lewis (Homeland) - US$ 250 mil
Michael Weatherly (NCIS) - US$ 250 mil
Bryan Cranston (Breaking Bad) - US$ 225 mil
Laurence Fishburne (Hannibal) - US$ 175 mil
Lauren Graham (Parenthood) - US$ 175 mil
Pauley Perrette (NCIS) - US$ 175 mil
Peter Dinklage (Game of Thrones) - US$ 150 mil
Lena Headey (Game of Thrones) - US$ 150 mil
Aaron Paul (Breaking Bad) - US$ 150 mil
Lucy Liu (Elementary) - US$ 130 mil
James Spader (The Blacklist) - US$ 125 mil
REALITY SHOWS
Howard Stern (America's Got Talent) - US$15 milhões por ano
Keith Urban (American Idol) - US$5 milhões por ano
Blake Shelton (The Voice) - US$4 milhões por ciclo
RuPaul (RuPaul's Drag Race) - US$50 mil por episódio
Reza Farahan (Shahs of Sunset) - US$18 mil por episódio
TALK SHOWS (por ano)
Jay Leno (The Tonight Show) - US$20 milhões
David Letterman (Late Night) - US$20 milhões
Jimmy Kimmel (Jimmy Kimmel Live) - US$10 milhões
Andy Cohen (Watch What Happens Live) - US$2 milhões
Por Aline Diniz-Omelete
domingo, 18 de agosto de 2013
Será que Dexter foi longe demais?
Por Rolling Stone: Agora que ultrapassamos a metade da oitava e última temporada de Dexter, vamos dizer algo que nem todos concordem: o assassino em série favorito de todos ainda tem "gás no tanque". Continue Lendo...
Isso mesmo. Continuamos a gostar de Dexter, apesar de algumas turbulências. Sofremos durante “os anos da Rita,” rimos das chamadas íntimas do Dexters e observamos meticulosamente o insolúvel caso de Travis Marshall. Aceitamos aquelas pancadas, sempre de volta às telas na semana seguinte.
Você vê que, não importa os problemas que Dexter enfrentou nos últimos anos, há sempre intrigas o suficiente e mistério para nos fazer assistir de novo semana que vem. O motivo? A presença do elenco principal. Fazendo Dexter, Debra, Masuka, Batista e Harry Morgan juntos por oito temporadas ajudos na familiaridade que faz com que assistir Dexter seja como beber uma tigela com sopa quente. A habilidade da equipe criativa de incorporar convidados especiais e adicionar novos, e interessantes personagens também ajudou a não desfocar do ponto principal da série.
Além da multi-temporada Rita Bennett interpretada por Julie Benz, vários outros convidados enriqueceram o show. 3ª temporada deu um elegante e astuto personagem de Jimmy Smits, enquanto a 4ª nos introduziu à John Lithgow como Arthur Mitchel – um dos melhores co-estrelas da TV. 5ª temporada adicionou aparições de Julia Stiles (embora muitos fãs insultaram Lumen) e o nominado a Oscar, Peter Weller. E enquanto os dextemaníacos tentam esquecer as ancoradas de Colin Hanks na 6ª temporada, também tiveram a surpresa do Irmão Sam.
Então porque ainda assistimos Dexter? Porque ainda gostamos. É claro, não é como nas duas primeiras temporadas (ou até mesmo até a terceira),as é obviamente bem escrito e gostamos do elenco. E isso é mais do que podemos dizer sobre outras séries.
Nós estamos prontos para o fim disso tudo dia 22 de Setembro? Sim. Dexter teve sua jornada e estamos felizes que ela terminará do jeito que os "showrunners" querem.
Isso mesmo. Continuamos a gostar de Dexter, apesar de algumas turbulências. Sofremos durante “os anos da Rita,” rimos das chamadas íntimas do Dexters e observamos meticulosamente o insolúvel caso de Travis Marshall. Aceitamos aquelas pancadas, sempre de volta às telas na semana seguinte.
Você vê que, não importa os problemas que Dexter enfrentou nos últimos anos, há sempre intrigas o suficiente e mistério para nos fazer assistir de novo semana que vem. O motivo? A presença do elenco principal. Fazendo Dexter, Debra, Masuka, Batista e Harry Morgan juntos por oito temporadas ajudos na familiaridade que faz com que assistir Dexter seja como beber uma tigela com sopa quente. A habilidade da equipe criativa de incorporar convidados especiais e adicionar novos, e interessantes personagens também ajudou a não desfocar do ponto principal da série.
Além da multi-temporada Rita Bennett interpretada por Julie Benz, vários outros convidados enriqueceram o show. 3ª temporada deu um elegante e astuto personagem de Jimmy Smits, enquanto a 4ª nos introduziu à John Lithgow como Arthur Mitchel – um dos melhores co-estrelas da TV. 5ª temporada adicionou aparições de Julia Stiles (embora muitos fãs insultaram Lumen) e o nominado a Oscar, Peter Weller. E enquanto os dextemaníacos tentam esquecer as ancoradas de Colin Hanks na 6ª temporada, também tiveram a surpresa do Irmão Sam.
Então porque ainda assistimos Dexter? Porque ainda gostamos. É claro, não é como nas duas primeiras temporadas (ou até mesmo até a terceira),as é obviamente bem escrito e gostamos do elenco. E isso é mais do que podemos dizer sobre outras séries.
Nós estamos prontos para o fim disso tudo dia 22 de Setembro? Sim. Dexter teve sua jornada e estamos felizes que ela terminará do jeito que os "showrunners" querem.
quarta-feira, 14 de agosto de 2013
"Devious Maids" garante a segunda temporada
O canal Lifetime renovou Devious Maids para sua segunda temporada, que terá um total de treze episódios, com previsão de estreia para 2014.
Adaptada por Marc Cherry (Desperate Housewives) da novela mexicana Ellas son la Alegría del Hogar, criada por Gloria Calzada, Juan Meyer e Salvador Rizo. A série foi originalmente desenvolvida para o canal ABC, com o objetivo de substituir Desperate Housewives. Mas o canal rejeitou o projeto que foi resgatado pelo Lifetime.
A série acompanha a vida de cinco empregadas domésticas que trabalham em Beverly Hills. Quando uma delas é assassinada na casa onde trabalhava, as demais se unem para tentar descobrir o que aconteceu e quem é o verdadeiro culpado.
Exibida entre junho e agosto, a primeira temporada registrou a média de 2.48 milhões de telespectadores ao vivo, com 0.87% do público alvo. Segundo o Lifetime, a série é uma das maiores audiências do canal, especialmente entre o público feminino latino.
Adaptada por Marc Cherry (Desperate Housewives) da novela mexicana Ellas son la Alegría del Hogar, criada por Gloria Calzada, Juan Meyer e Salvador Rizo. A série foi originalmente desenvolvida para o canal ABC, com o objetivo de substituir Desperate Housewives. Mas o canal rejeitou o projeto que foi resgatado pelo Lifetime.
A série acompanha a vida de cinco empregadas domésticas que trabalham em Beverly Hills. Quando uma delas é assassinada na casa onde trabalhava, as demais se unem para tentar descobrir o que aconteceu e quem é o verdadeiro culpado.
Exibida entre junho e agosto, a primeira temporada registrou a média de 2.48 milhões de telespectadores ao vivo, com 0.87% do público alvo. Segundo o Lifetime, a série é uma das maiores audiências do canal, especialmente entre o público feminino latino.
Sandra Oh deixa o elenco de ‘Grey’s Anatomy’
A décima temporada de Grey’s Anatomy será a última para a atriz canadense Sandra Oh, que desde a primeira temporada interpreta a Dra. Cristina Yang. A decisão de deixar o elenco da série foi da atriz, que tem interesse em buscar novas oportunidades de trabalho.
Em declaração ao Hollywood Reporter, Sandra disse que sente ter conseguido dar o melhor de si à sua personagem, mas é chegada a hora de se despedir de Cristina. ‘É muito interessante interpretar um personagem por tanto tempo’, disse a atriz. ‘Tenho a sensação de que ela deseja ir embora e eu estou pronta para deixá-la ir’.
Sandra vem pensando em deixar o elenco da série desde 2012, quando ela e mais cinco atores do elenco original renovaram o contrato com Grey’s Anatomy por mais dois anos (a nona e décima temporada). Com isso, Sandra teve dois anos para se preparar emocionalmente.
Ainda não há informações sobre se mais algum ator da série deixará o elenco, além de Sandra. Os contratos de Patrick Dempsey (Derek), Ellen Pompeo (Meredith), Justin Chambers (Alex), James Pickens Jr.(Webber) e Chandra Wilson (Bailey) também terminam com a décima temporada.
Em declaração ao Hollywood Reporter, a ABC disse que tem interesse de renovar a série por mais alguns anos. Para tanto, as renegociações de contrato terão início em breve para garantir Dempsey, Pompeo, Chamber, Pickens e Wilson no elenco. O ator Kevin McKidd, que interpreta o interesse romântico de Cristina, continuará no elenco da série quando ela for renovada.
Fernanda Furquim-Veja
Em declaração ao Hollywood Reporter, Sandra disse que sente ter conseguido dar o melhor de si à sua personagem, mas é chegada a hora de se despedir de Cristina. ‘É muito interessante interpretar um personagem por tanto tempo’, disse a atriz. ‘Tenho a sensação de que ela deseja ir embora e eu estou pronta para deixá-la ir’.
Sandra vem pensando em deixar o elenco da série desde 2012, quando ela e mais cinco atores do elenco original renovaram o contrato com Grey’s Anatomy por mais dois anos (a nona e décima temporada). Com isso, Sandra teve dois anos para se preparar emocionalmente.
Ainda não há informações sobre se mais algum ator da série deixará o elenco, além de Sandra. Os contratos de Patrick Dempsey (Derek), Ellen Pompeo (Meredith), Justin Chambers (Alex), James Pickens Jr.(Webber) e Chandra Wilson (Bailey) também terminam com a décima temporada.
Em declaração ao Hollywood Reporter, a ABC disse que tem interesse de renovar a série por mais alguns anos. Para tanto, as renegociações de contrato terão início em breve para garantir Dempsey, Pompeo, Chamber, Pickens e Wilson no elenco. O ator Kevin McKidd, que interpreta o interesse romântico de Cristina, continuará no elenco da série quando ela for renovada.
Fernanda Furquim-Veja
segunda-feira, 5 de agosto de 2013
Rio lança edital para a criação de 'Hollywood carioca'
Se antes os cineastas brasileiros reclamavam da falta de dinheiro para fazer filmes, hoje, com o crescente financiamento público para o setor, o problema maior passou a ser a falta de infraestrutura.
É sob este diagnóstico que a RioFilme, empresa municipal de fomento audiovisual, quer lançar ainda neste mês um edital que prevê investimentos privados de no mínimo R$ 90 milhões para criar uma espécie de "Hollywood carioca".
O local será uma ampliação do atual Polo Rio Cine e Vídeo, na Barra da Tijuca (zona oeste). Criado em 1988, ele é a única alternativa de grande porte à produção independente audiovisual na cidade, mas nunca chegou a ser completamente concluído. Hoje, seus oito estúdios, administrados por uma associação sem fins lucrativos formada por 86 produtoras, ocupam menos da metade do terreno disponível.
A Prefeitura do Rio vai licitar a área oferecendo a concessão por 30 anos, com obrigação de investimento: o vencedor precisará construir no mínimo 5.000 m² a mais de estúdios, além de reformar inteiramente os 5.000 m² existentes, num investimento mínimo de R$ 90 milhões. "Hoje, a associação do polo paga barato para explorar estúdios de qualidade baixa, defasados tecnologicamente. Nosso interesse é que quem for assumir os estúdios pague mais e ofereça um local de qualidade internacional", diz Adrien Muselet, 31, diretor comercial da RioFilme.
Segundo ele, os atuais administradores --cujo contrato venceu em março e não foi renovado (a prefeitura entrou com uma ação de despejo)-- pagam R$ 17 mil mensais pela área dos estúdios. O novo aluguel será aumentado progressivamente, chegando a R$ 200 mil em 2017.
Produtores do polo ouvidos pela Folha reclamaram das condições "draconianas"do edital e das exigências de investimento de pelo menos R$ 90 milhões.
Muselet rechaça a acusação. "Todas as pessoas do setor privado que eu consultei, com exceção deles, me dizem que o negócio fica em pé", diz o diretor da RioFilme.
Ele cita estudos feitos pela empresa municipal que estimam o faturamento anual em R$ 28,3 milhões a partir de 2016, com todos os novos estúdios prontos. "O tempo de retorno para o investidor seria de 17 anos."
Segundo ele, cinco empresas --as brasileiras Quanta, Casablanca e CiaRio, além das europeias Pinewood e FremantleMedia-- já procuraram a RioFilme interessadas no edital.
Outro projeto da prefeitura é o da ocupação do quartel-general da Guarda Municipal, em São Cristóvão (zona norte), que será desativado. A ideia é construir ao menos dois estúdios de 400 m², sediar produtoras e locais para cursos de formação de mão de obra -o espaço total é de 25 mil m², em três andares.
É sob este diagnóstico que a RioFilme, empresa municipal de fomento audiovisual, quer lançar ainda neste mês um edital que prevê investimentos privados de no mínimo R$ 90 milhões para criar uma espécie de "Hollywood carioca".
O local será uma ampliação do atual Polo Rio Cine e Vídeo, na Barra da Tijuca (zona oeste). Criado em 1988, ele é a única alternativa de grande porte à produção independente audiovisual na cidade, mas nunca chegou a ser completamente concluído. Hoje, seus oito estúdios, administrados por uma associação sem fins lucrativos formada por 86 produtoras, ocupam menos da metade do terreno disponível.
A Prefeitura do Rio vai licitar a área oferecendo a concessão por 30 anos, com obrigação de investimento: o vencedor precisará construir no mínimo 5.000 m² a mais de estúdios, além de reformar inteiramente os 5.000 m² existentes, num investimento mínimo de R$ 90 milhões. "Hoje, a associação do polo paga barato para explorar estúdios de qualidade baixa, defasados tecnologicamente. Nosso interesse é que quem for assumir os estúdios pague mais e ofereça um local de qualidade internacional", diz Adrien Muselet, 31, diretor comercial da RioFilme.
Segundo ele, os atuais administradores --cujo contrato venceu em março e não foi renovado (a prefeitura entrou com uma ação de despejo)-- pagam R$ 17 mil mensais pela área dos estúdios. O novo aluguel será aumentado progressivamente, chegando a R$ 200 mil em 2017.
Produtores do polo ouvidos pela Folha reclamaram das condições "draconianas"do edital e das exigências de investimento de pelo menos R$ 90 milhões.
"Esse valor é absurdo, já fizemos estudos que mostram que esse investimento não retorna em 30 anos", diz Diler Trindade, produtor de filmes de Xuxa e Renato Aragão e membro da atual diretoria.
"A associação administra isso aqui há 24 anos, sabemos qual é a curva de ocupação dos estúdios, qual o preço que as empresas pagam."
Muselet rechaça a acusação. "Todas as pessoas do setor privado que eu consultei, com exceção deles, me dizem que o negócio fica em pé", diz o diretor da RioFilme.
Ele cita estudos feitos pela empresa municipal que estimam o faturamento anual em R$ 28,3 milhões a partir de 2016, com todos os novos estúdios prontos. "O tempo de retorno para o investidor seria de 17 anos."
Segundo ele, cinco empresas --as brasileiras Quanta, Casablanca e CiaRio, além das europeias Pinewood e FremantleMedia-- já procuraram a RioFilme interessadas no edital.
Outro projeto da prefeitura é o da ocupação do quartel-general da Guarda Municipal, em São Cristóvão (zona norte), que será desativado. A ideia é construir ao menos dois estúdios de 400 m², sediar produtoras e locais para cursos de formação de mão de obra -o espaço total é de 25 mil m², em três andares.
"Estamos montando o estudo de viabilidade agora, é mais complexo. Queremos uma fração maior do espaço para cursos e coisas do gênero, que não dão receita", diz Muselet.Como no caso do edital do Polo Rio, ele diz que pretende criar um projeto que não envolva dinheiro público ("Sempre dá para fazer só com dinheiro privado"). O plano para o local deve ser anunciado no próximo FestRio, no final de setembro.
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