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terça-feira, 24 de setembro de 2013

A Inevitável Decepção (e Estranheza) Com o Final de Dexter


20130923 dexter final01 A Inevitável Decepção (e Estranheza) Com o Final de Dexter
Desde a primeira vez que em que Michael C. Hall começou a narrar a vida daquele serial killer carismático, Dexter percorreu um longo caminho de altos e baixos. Por vezes, fiquei em dúvida ao dizer qual série me empolgava mais, Dex ou Lost. Com o tempo, porém, o drama do Showtime foi descendo continuamente na minha lista de preferências, até se tornar apenas uma cópia do que era antes, com uma identidade e um destino difíceis de prever.
Dexter vai morrer? Vai viver? Vai ser feliz? O final acabou de responder a essas dúvidas, e eu, honestamente, não sei se tinha como fazer isso sem ser decepcionante.
Se você ainda não assistiu, sugiro que pare de ler por aqui e volte depois, para fugir de spoilers. Caso já tenha visto, por favor, me ajude a entender, existia um encerramento que pudesse ser mais satisfatório do que essa esquisitice que foi Remember The Monsters?
À primeira vista, acredito que sim. E não estou falando sobre a decisão de manter o protagonista vivo e trabalhando como lenhador. Me surpreendo ao perceber que até gosto da ideia de que ele possa ter optado por uma vida em que possa tentar expiar seus pecados (que é minha concepção do que aconteceu nesse final indefinido). É melhor do que redenção pura ou a cadeira elétrica, por exemplo. O grande problema, do episódio final e das temporadas mais recentes, está na execução e desenvolvimento de toda essa ideia.
Quem acompanhou minhas reviews aqui no NaTV sabe que eu sempre defendi a ideia de que Dexter costuma ter boas premissas e jogá-las fora sem dó nem piedade. Lumen e o caso das mulheres mortas por Jordan Chase poderia ter sido sensacional. Ainda lembro de Jonny Miller fazendo seu tick, tick, tick e de como isso se perdeu, assim como a explicação para sua história. Da mesma forma, a procura por Deus ao lado de brother Sam; o vilão que Isaak Sirko acabou não sendo, e a ameaça de Louis que sumiu da noite pro dia, tudo foi frustrante, ficando apenas na promessa e patinando na hora de significar alguma coisa. E, essa reta final do protagonista foi vítima disso. A grande diferença pra mim,  que no meio dessa incompetência, jogaram fora também os personagens que tanto faziam a trama valer a pena.
20130923 dexter final02 A Inevitável Decepção (e Estranheza) Com o Final de Dexter
Sinto asco só ao lembrar daquela fase pavorosa em que decidiram que Debra era apaixonada por pelo irmão. Jennifer Carpenter evoluiu muito durante estas 8 temporadas, chegando a segurar alguns episódios sozinha em alguns momentos, não merecia ter ido parar nesse buraco. Por anos, a grande expectativa da trama esteve em sua descoberta sobre Dex e quando isso aconteceu, a policial entrou numa jornada de idas e vindas, perdendo completamente sua personalidade forte. Acredito que o relacionamento dela com Dexter tenha sido o que mais me incomodou nessas últimas temporadas.
Acho coerente pensar que Deb tinha uma grande admiração pelo serial killer. Ela não precisava dessa baboseira de amor passional para ficar ao lado dele, mesmo sabendo da verdade. Mas, o que mais me revolta, é pensar que enquanto ela passava pelo inferno para conseguir conviver com tudo, Dex tenha se tornado um adolescente apaixonado, do tipo que teria perfil de casal no Facebook. Não digo que ele não pudesse lidar com as questões de sentimento, mas precisava mesmo transformá-lo nesse banana? Com essa desculpa de ‘humanização’, ele virou alguém por quem não se sente vontade de torcer.
De novo, a premissa não parece ruim, o problema está no desenvolvimento. Não espero realidade em ficção, contudo, ficou difícil comprar essa coisa de mudar da água para o vinho, especialmente quando seguiram esse caminho de ‘agora eu amo Hanna, não preciso mais matar, duh’. Ficou parecendo apenas uma tentativa de ganhar apoio na base da fofura. A cura pelo amor. Bitch, please. Desculpa mundo, quando eu quero ver casal sofrendo, eu vejo Grey’s Anatomy. Em Dexter, eu esperava mais, esperava algo mais à altura de uma série que se dizia desafiadora, que ia além dos conceitos maniqueístas de mocinho e vilão.
E o humor negro? Que saudade do humor negro de Dexter.
Mas, agora não adianta mais reclamar. Fico com pena, muita pena de ver que a série se despediu desse jeitinho bipolar que surgiu lá pela 5ª temporada. Há alguns anos, eu estaria em prantos ao pensar no final da série, agora, apenas sinto um misto de alívio e tristeza pelo que se tornou. O protagonista tirou os aparelhos e levou o corpo da irmã morta para o mar, sem que ninguém tenha visto e sem QUALQUER LÓGICA. Pra quê aquilo? Além disso, ele foi de encontro à tempestade e sobreviveu. E, pior, deu seu filho para Hanna, sem pensar em Rita se revirando no caixão. Sério mesmo? Como superar essa surrealidade?
20130923 dexter final03 A Inevitável Decepção (e Estranheza) Com o Final de Dexter
O mais bizarro é que fico pensando que essa foi uma porta aberta para um retorno especial, tipo o Más Allá de La Usurpadora, um capítulo gravado alguns meses depois do encerramento de A Usurpadora. E, sim, estou comparando com novela mexicana porque as pontas soltas permitem. Ou, sendo menos cruel, uma tentativa de cavar uma minissérie, como vai acontecer com 24 horas na Fox.
Não vou entrar em outros detalhes do episódio final porque nem o compreendi como um todo ainda. Foi tudo tão desconexo que a melhor parte foi o flashback de Debra vendo Harrison pela primeira vez. (E nem me perguntem sobre esta criança, impressionante como ele ficou um porre. Fosse eu Jamie, que cuidou dele 37 horas por dias, me sentiria ofendida com aquela declaração de amor para Hanna). De ponto quase positivo, bem, acho que foi só isso mesmo. Elway fez papel de idiota e não mostrou a que veio, Saxon não abriu a boca, Masuka desapareceu, Batista, Quinn e Jamie mal tiveram tempo de tela, Hanna fugiu linda e loira, sem nem pensar em botar uma peruca pra disfarçar. Debra estava mais bonita do que nunca e morreu do jeito que viveu, carregada pelo egoísmo de Dexter e sem qualquer aprofundamento em sua despedida. Profundidade zero em todo o episódio e temporada, por sinal.
Apesar do meu desamor completo, gostaria de saber se alguém realmente gostou do que aconteceu. Acho interessante ter outros pontos de vista, talvez mais romantizados ou menos céticos do que o meu. Fique à vontade para comentar e também reclamar na caixa de comentários. Apesar de ter me decepcionado com a reta final de Dexter, acredito que a série mereça um pouco de atenção, por tudo que já representou. Uma pena que tenha sido encerrada nessa ladeira sem fim.

Por: Carla Gomes - BlogNaTV
domingo, 18 de agosto de 2013

Será que Dexter foi longe demais?

Por Rolling Stone: Agora que ultrapassamos a metade da oitava e última temporada de Dexter, vamos dizer algo que nem todos concordem: o assassino em série favorito de todos ainda tem "gás no tanque". Continue Lendo...

Isso mesmo. Continuamos a gostar de Dexter, apesar de algumas turbulências. Sofremos durante “os anos da Rita,” rimos das chamadas íntimas do Dexters e observamos meticulosamente o insolúvel caso de Travis Marshall. Aceitamos aquelas pancadas, sempre de volta às telas na semana seguinte.

Você vê que, não importa os problemas que Dexter enfrentou nos últimos anos, há sempre intrigas o suficiente e mistério para nos fazer assistir de novo semana que vem. O motivo? A presença do elenco principal. Fazendo Dexter, Debra, Masuka, Batista e Harry Morgan juntos por oito temporadas ajudos na familiaridade que faz com que assistir Dexter seja como beber uma tigela com sopa quente. A habilidade da equipe criativa de incorporar convidados especiais e adicionar novos, e interessantes personagens também ajudou a não desfocar do ponto principal da série.

Além da multi-temporada Rita Bennett interpretada por Julie Benz, vários outros convidados enriqueceram o show. 3ª temporada deu um elegante e astuto personagem de Jimmy Smits, enquanto a 4ª nos introduziu à John Lithgow como Arthur Mitchel – um dos melhores co-estrelas da TV. 5ª temporada adicionou aparições de Julia Stiles (embora muitos fãs insultaram Lumen) e o nominado a Oscar, Peter Weller. E enquanto os dextemaníacos tentam esquecer as ancoradas de Colin Hanks na 6ª temporada, também tiveram a surpresa do Irmão Sam.

Então porque ainda assistimos Dexter? Porque ainda gostamos. É claro, não é como nas duas primeiras temporadas (ou até mesmo até a terceira),as é obviamente bem escrito e gostamos do elenco. E isso é mais do que podemos dizer sobre outras séries.

Nós estamos prontos para o fim disso tudo dia 22 de Setembro? Sim. Dexter teve sua jornada e estamos felizes que ela terminará do jeito que os "showrunners" querem.

sábado, 27 de julho de 2013

Michael C. Hall Fala Sobre a Química entre Dex e Vogel, Deb e Sobre Ter uma Claire Fisher Interior

Via Vulture: Restam oito episódios de Dexter e a série ainda tem muita coisa para finalizar: Quem realmente é a Dra. Vogel? No fim das contas, Dexter não é um psicopata? E Deb, algum dia conseguirá perdoar seu irmão - e ela mesma - pelos seus pecados, ou ela está destinada a uma vida onde ela joga Dexter em lagos só para salvá-lo minutos depois?

Vulture conversou com Michael C. Hall sobre a caminhada da série para o fim da linha, se ele acredita que possa ter um fim satisfatório, como Six Feet Under, e se há uma tensão sexual entre Dex e Vogel - ou se isso é só Charlotte Rampling e ele sendo naturalmente sensuais. Ele também admitiu ter uma Claire Fisher interior.

Você já ficou tão envolvido com um programa que o final foi como um evento pra você?

O único fim que assisti ao vivo, porque estava envolvido com a série foi em 'The Sopranos'.

Esse foi um final particularmente divisório. O que você achou dele?

Eu gostei. Gostei que deixou o telespectador com algumas lacunas a serem preenchidas.

Você gostaria de um final assim para Dexter? Ou acha que sua série precisa de um final mais conclusivo?

Acho que nós iremos fazer algo de certa forma ousado e, pelo menos em alguns pontos, definitivo. Não acho realista pensar que todas as possíveis questões serão respondidas. Acho que haverão, de alguma forma, pontas soltas e isso é parte do apelo da série: se há lacunas, você deve preenchê-las, ou se há especulação, é tudo parte da diversão. Leia a entrevista completa em Continue Lendo!

Ao contrário, Six Feet Under nos deixou completamente satisfeitos porque tudo foi amarrado, vimos como toda a família Fisher morreu.

Sim, bem, acho que essa série, em particular, foi colocada de maneira única para ter um final definitivo. Foi ao mesmo tempo surpreendente e óbvio para a série terminar dessa forma. Mas nem todas as séries são elaboradas para algo tão elegante [risos].

Você fica emocionado quando escuta 'Breathe Me'(música de Six Feet Under)?

Sim. Eu praticamente posso ver Claire chorando no seu Prius a cada vez que ouço. E minha Claire interior chora com ela.

Você tem uma Claire interior?

Acho que tenho, é.

Ela é sua passageira da luz?

[Risos]. Sim, ela é minha passageira da luz. E tenho uma Ruth interior.

Vamos falar da oitava temporada: Uma teoria que está surgindo é a de que Dexter nunca foi um psicopata, que a Dra. Vogel o fez ser assim. Porque ela fica dizendo coisas para Dexter, sobre como ele não deveria sentir empatia ou amor - mas ele sente essas coisas. Você acha que Dexter é um psicopata?

Acho que há uma área cinzenta desde o princípio: nós deveríamos ser céticos desde então com relação a Dexter afirmar ser um monstro, puro e simples. Ele parece ter um desejo de ter conexões humanas que é genuíno, e acho que no decorrer do tempo, a série explorou isso trazendo pessoas para seu lado. Vogel dedicou sua vida ao estudo de psicopatas e tem uma visão e compreensão rígida, mais acadêmica deles, e Dexter não está se encaixando nesse molde.

Por que Dexter confiou nela tão rapidamente? E por que não ficou bravo com Harry por não ter dito nada sobre ela? No passado, quando Dexter descobriu que Harry mentiu para ele - sobre seu irmão e seu pai biológico, por exemplo - ele ficou furioso.

Acho que de certa forma ele está. Mas acho que as muitas respostas que Vogel dá a ele são atraentes demais para deixar passar e elas permitem a superação de qualquer apreensão que ele, de outra forma, teria. Dexter é alguém que, ao menos até certo ponto, se orgulhava de sentir quando algo estava errado. Mas ele também tem pontos cegos. E seus pontos cegos e seu desejo de se relacionar coincidem, e Dra. Vogel está realmente evitando falar dos pontos cegos e explorando esse desejo.

Algumas pessoas pensam que Dexter e a Dra. Vogel têm uma tensão sexual e que eles irão, eventualmente ter relações sexuais. Deveríamos estar pensando isso? Vocês estão trabalhando isso dessa maneira?

Quero dizer, suponho que o telespectador possa sexualizar qualquer coisa que os dois trouxerem à tona e qualquer alquimia que criarem. Não acho que a atração entre os dois é sexual, acredito que seja mais transcendental que isso, mais espiritual que isso. Vogel está, obviamente, trazendo à tona algumas discussões e desejos, e não sabemos da história completa disso, mas acho que ela não tem pensamentos românticos com Dexter, nem ele com ela. Mas acho que há uma intimidade que vai além da sexual; de ter segredos tão profundos e temíveis - é uma conexão única. Se as pessoas olham pra eles e pensam que é sexual ... e também Charlotte [Rampling] tem uma sexualidade ou sensualidade natural como pessoa e como atriz. Então, é provavelmente parte disso também.

Você também. Você tem noção de que Dexter tem um monte de fãs mulheres?

Bem, ele é o único cara que não está tentando te levar pra cama. O que é provavelmente o motivo de as mulheres se sentirem atraídas por ele.

Estava assistindo a um vídeo do E!News da premiere da oitava temporada e percebi Lila ao fundo. Sem ofensas à atriz que a interpretou, mas eu odiava Lila. Entre as mulheres de Dexter, em que posição ela ficaria pra você? E quem você acha que foi a mais certa pra ele?

Todas as mulheres da vida do Dexter, exceto Hannah, ou eram completamente cegas para ver quem ele era ou precisavam dele decerta forma ou se sentia atraída por sua escuridão. Rita era cega para isso, Lila tinha fetiche por isso, Lumen meio que precisava da escuridão do Dexter. Eu diria que Hannah é o par que mais se encaixa com ele, tanto que ela, de sua maneira, tem um legado de assassinatos e é capaz de aceitar a compulsão de Dexter de uma forma que ninguém foi capaz de aceitar.

Isso me diz que você não acha que Dexter seja capaz de deixar de matar, que ele nunca poderá mudar. Dexter, no decorrer da série, periodicamente se entreteve com a noção de reabilitação, mas de uma forma ou de outra, falhou ou passou por circunstâncias que o desencorajaram da crença de que isso era uma possibilidade real.

A ideia de Dexter e Deb como um casal romântico é impossível? Ou há uma chance para eles?

Romanticamente não, eles estão além disso. Um relacionamento romântico entre eles é impossível nesse ponto.

Mas sua tentativa de assassinato e suicídio foi tão romântica! Não pode ter sido uma cena divertida de se filmar. Definitivamente tive cenas mais desconfortáveis envolvendo água: água que era muito mais fria, água onde eu tinha que ficar por muito mais tempo que dessa vez. Mas, é, foi bem confuso. Mas é o tipo da coisa que, se você fica molhado, só pode fazer as coisas uma vez; então acho que isso faz de tudo um pouco mais fácil.

Sempre gostei de assistir cenas onde o Dexter tem que brigar para matar alguém, como com Little Chino, na segunda temporada. Na verdade ele é minha vítima favorita de Dexter, só porque ele era tão grande. Me senti tão super-homem por ser capaz de derrubar alguém que, na realidade, poderia me esmagar com uma mão. Tem uma sequência da filmagem que nunca usamos - acho que por ter ficado muito cômica - onde eu estava literalmente tentando levantar do chão o peso do corpo dele, tentando descobrir como colocá-lo em cima da mesa. Quase me machuquei todas as vezes que tentei pegar uma parte do corpo.

Também amo a peruca que você usa nos flashbacks. É uma peruca bem engraçada.

É, é uma peruga engraçada [risos]. É parecida com um corte surfista-Príncipe Valente. Apenas segui usando. É a memória que Dexter tem: ele lembra de si mesmo usando uma elegante peruca.

Você já percebeu quantos serial killers estão na TV agora? E isso te deixa triste ou aliviado de sair do ar?

Acho que Dexter se mantém singular entre outros serial killers. Hoje há mais serial killers povoando a tela da TV que quando o show começou. Mas não sei se a imitação é a melhor forma de elogio [risos], acho que estamos todos nos sentindo um tanto quanto lisongeados.

Você tem uma temporada favorita de Dexter?

Dependendo do meu humor, eu diria a primeira, a quarta ou a sétima. A primeira temporada porque foi a primeira - não sabíamos exatamente o que estávamos fazendo, mas sentimos que estávamos no caminho certo. A quarta porque até onde chegam os grandes vilões, acho que Trinity é sem dúvidas o adversário mais formidável que Dexter teve. E a sétima porque foi a temporada onde acho que o que fantasiávamos sempre acontecia. Dexter teve que que lidar com sua irmã sabendo dessa nova informação. Nós realmente extraímos o verdadeiro DNA da série e puxamos coisas que haviam sido colocadas desde o início, e isso foi muito gratificante.

Fonte: Dexter Daily
Tradução: Flávia Guimarães
terça-feira, 2 de julho de 2013

Dexter – 8×01 A Beautiful Day

“Serial Killers não tem inimigos. Todos são uma vítima em potencial.” – Dra. Evelin Vogel


Seria esta a mais perfeita descrição de Dexter? Se sim, estive hoje mais certa de que o serial killer mais amado da América está realmente perto do fim. Dexter, que bom que você voltou, e que falta você fez. Cabe a nós, meros voyers da atribulada vida do analista forense mais perigoso de Miami, aproveitar os últimos 12 relatos desta sanguinária história.

Penso eu que Scott Buck não poderia ter começado com o pé mais direito: afinal a morte de LaGuerta não poderia resolver mais uma vez os problemas de Dex, ao contrário do que o próprio serial killer tinha imaginado. Dexter caçou tanto a confusão na temporada anterior que ela finalmente chegou a ele, e de uma maneira que nem ele imaginava que iria alcançá-lo: através de Deb.

Aliás, quero abrir um parênteses aqui, antes de continuar a review do episódio, para saudar a maravilhosa e impecável atuação de Jennifer Carpenter neste caótico episódio da season finale. A atriz, que já andava merecendo um Emmy há algumas temporadas, deixou qualquer interpretação deste episódio no chão (inclusive a de Michael C.Hall, sempre impecável). Carpenter hoje, para mim, mereceu um Oscar. Ela desconstruiu uma Debra que amávamos (ou amávamos odiar) de tal maneira que, ao menos na minha opinião, deu medo. Medo porque acho que nunca imaginei que Deb poderia chegar num patamar tão baixo, com drogas, armas e bebidas, mas mais ainda, porque nunca acreditei que ela conseguiria odiar Dexter. E se este ódio realmente existe, a situação é muito preocupante para o serial killer e, porque não, para nós também.

Deb desconstruida, e perigosa?

Voltando ao episódio, acho que foi interessante nos mostrar como os irmãos Morgan respondem de maneiras diferentes ao ocorrido na season finale da 7ª temporada. Dexter, como ocorreu após a morte de Doakes, sentiu que havia renascido das trevas (dai o título “A Beautiful Day”), afinal sem Maria e sem James na sua cola ele poderia voltar a fazer o que mais sabe: matar para “controlar seu caos”. O vemos voltando ao grupo de boliche, treinando o time de futebol de Harrison e até arrumando alguns romances ocasionais (sem é claro esquecer de Hannah). Ele sabia que Deb estava mal, só não sabia que ela estava tão mal. E para Dex sua irmã sempre foi uma espécie de porto seguro, a quem ele sempre podia recorrer em qualquer situação. A ausência dela, e mais, as palavras que saíram de sua boca (“eu atirei na pessoa errada naquele trailler”) doeram no nosso analista forense, e doeram tanto que, logo em seguida, Dexter se perdeu: agrediu um homem em uma briga de trânsito, foi rude com Batista sobre a situação de LaGuerta, e, a pior de suas atitudes, colocou seu próprio filho em perigo. E além de tudo isto, ele ainda provou que sua presença é extremamente prejudicial para sua irmã, colocando-a, mais uma vez, como cúmplice de um crime. Eu vi um Dexter caótico no final deste episódio, e ao meu ver, a tendência é só piorar.

“Sou eu que estou perdido. Uma pessoa melhor deixaria ela ir, mas eu não sei como. Sem ela eu não sei quem eu sou mais.” – Dexter

Seria Harrison mais uma vítima das irresponsabilidades de Dex?

Gostaria de ressaltar um ponto altamente positivo do episódio que foi a presença da Dra Evelin Vogel no enredo que embalará esta temporada. Eu gosto de ameaças ao Dexter, mas esta mulher ainda não mostrou ao que veio e porque ela procura o serial killer. A revelação sobre o código de Harry no final do episódio deixou um gancho excelente para a participação da mesma nos próximos que irão por vir e, pelas cenas exibidas junto com os créditos, podemos saber que a situação só piora para Dex.

Junto com ela me agrada que Quinn parece que, finalmente, terá alguma relevância para a série (aquele plot na 5ª temporada não me convenceu que ele era um personagem importante), espero também um Batista com sede de vingança pela morte de Maria LaGuerta e uma Jamie menos inocente em relação ao pai de Harrison. De Massuka ainda não sei o que esperar, além das piadinhas sexualmente incorretas. Só sei que, no final das contas, por mais que meu coração sempre torça para que Dexter saia ileso, eu quero uma temporada que retire o máximo das atuações de Hall e Carpenter, mesmo que eu tenha que sofrer no final.

Dexter e Vogel: há algo muito estranho por ai.

- Observações:
*Ponto positivo para a fotografia do episódio: jogos de câmera espetaculares, lembrando o porquê esta série é tão especial.
*Que saudade que eu estava da abertura de Dexter. Até parei para ver (e escutar) todas as cenas. Épica.
*Fuckingpassword. Dexter conhece a irmã de maneira suficiente para saber a sua senha favorita.
*MCH me faz chorar com suas atuações. Ele sempre se supera. É um mito. E Carpenter, novamente, digna de Oscar.
*Jesus F****** Christ Dexter! Eu juro que estava com saudade da boca suja de Deb.
Até semana que vem!
Escrito por Marina Sousa em 1 de julho de 2013 |